Academias da Terceira Idade (ATIs)


Política pública para um envelhecimento ativo e saudável


Em 2009, o Rio viu nascer uma política eficaz de cuidado com a saúde do idoso: as Academias da Terceira Idade (ATIs). Instaladas em parques e praças públicas, o projeto foi um marco político em resposta à revolução da longevidade. Ele atendia à toda população carioca, em especial aos idosos, que encontravam ali áreas de convivência e de socialização, além de espaços apropriados para a prática de atividades físicas supervisionadas.

Criadas pela Secretaria Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV) da Prefeitura do Rio de Janeiro, as Academias da Terceira Idade se tornaram referência nacional e internacional em promoção de saúde e envelhecimento saudável e ativo. A primeira unidade foi inaugurada em agosto de 2009 na Praça Serzedelo Correia, em Copacabana. O projeto foi sendo ampliado ano a ano e chegou a contar com 315 núcleos espalhados por toda a cidade.

As ATIs contavam com equipamentos sem peso para a prática de exercícios físicos de musculação e aeróbicos. Os frequentadores podiam participar de aulas coletivas ou realizar exercícios de recomendação médica, com o acompanhamento de professores de educação física, enfermeiros e apoiadores.

Sucateamento

Com a troca da gestão municipal, em 2016, o projeto foi reformulado e vários núcleos foram fechados e abandonados. Atualmente, a Prefeitura contratou profissionais para atender apenas 135 ATIs, mas eles estão sem receber seus salários há meses. Além disso, a manutenção nos aparelhos não está sendo realizada.

Aos idosos, só resta usar os equipamentos sem o acompanhamento profissional ou ficar em casa. Muitos têm medo de fazer as atividades sozinhos. O projeto está fazendo muita falta à população carioca.

Não vamos deixar que acabem com a alegria dos idosos.
Participe do abaixo-assinado!
Estamos lutando para que o projeto volte a acontecer como antes.

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